É isso mesmo. Em 2008, o Brasil assumiu o posto de maior consumidor de agrotóxicos em todo mundo, posição antes ocupada pelos Estados Unidos.
Dos 17 alimentos - alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura, laranja, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva - analisados pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pimentão foi o que apresentou mais número de amostras com irregularidades. Morango, uva e cenoura também apresentaram índices elevados de amostras irregulares.
Nos desvios detectados foram teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso não autorizado para determinadas culturas.
Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes nas superfícies dos alimentos.
PARA
O objetivo do PARA, criado em 2001, é manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O Programa, coordenado pela Anvisa em conjunto com os órgãos de Vigilância Sanitária Estaduais e Municipais, abrange, atualmente, 25 estados e o Distrito Federal.
A escolha dos itens analisados pelo Programa leva em consideração a importância destes alimentos na cesta básica do brasileiro, o consumo, o uso de agrotóxicos e a distribuição das lavouras pelo território nacional.
No último ano, o PARA acompanhou oito novas culturas, até então nunca monitoradas: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.
Para proteger a saúde da população dos riscos associados ao uso destes produtos nas culturas agrícolas nacionais, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trabalha na reavaliação de substâncias ativas utilizadas em agrotóxicos no Brasil. “Como o registro de um agrotóxico é eterno, a reavaliação ocorre quando há alguma alteração de riscos à saúde, em comparação aos riscos avaliados durante a concessão de registro de determinada substância ativa”, explica a gerente de avaliação toxicológica da Anvisa, Letícia Rodrigues.
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31.1.09
O que pode ser feito para minimizar a ingestão de agrotóxicos?
Sabia que há diferenças enre os defensivos químicos utilizados nos alimentos? Alguns agrotóxicos ficam na casca, enquanto os chamados sistêmicos entram na seiva da planta e se alojam na polpa ou nos vasos lenhosos.
Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo, sugerem que para eliminar os agrotóxicos de superfície em até 80%, o bicarbonato de sódio é a melhor pedida. Os agrotóxicos não resistem ao pH do bicarbonato de sódio, daí sua eficácia. A proporção é de 1 colher de sopa de bicarbonato para cada litro de água. Os vegetais devem ficar de molho por até 30 minutos e, depois, precisam ser lavados em água corrente.
O bicarbonato, entretanto, não funciona para os agrotóxicos sistêmicos, portanto, para estes, as dicas são as seguintes:
– tomate: quanto mais maduro, melhor. Os aditivos dissipam-se à medida que o tempo passa;
– batata, mamão, banana e laranja: retirar toda a casca é uma boa forma de diminuir os agrotóxicos;
– cenoura: limpar a casca com água e uma escova de cerdas macias;
– alface, morango e maçã: mergulhar em bicarbonato de sódio por 30 minutos.
Uma outra alternativa é o consumo de produtos orgânicos, mas eles não dão conta de atender toda a demanda e são acessíveis para poucas pessoas, principalmente pelo alto custo. Portanto, é interessante seguir as dicas anteriores para diminuir a quantidade de agrotóxicos nos alimentos que serão consumidos.
Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo, sugerem que para eliminar os agrotóxicos de superfície em até 80%, o bicarbonato de sódio é a melhor pedida. Os agrotóxicos não resistem ao pH do bicarbonato de sódio, daí sua eficácia. A proporção é de 1 colher de sopa de bicarbonato para cada litro de água. Os vegetais devem ficar de molho por até 30 minutos e, depois, precisam ser lavados em água corrente.
O bicarbonato, entretanto, não funciona para os agrotóxicos sistêmicos, portanto, para estes, as dicas são as seguintes:
– tomate: quanto mais maduro, melhor. Os aditivos dissipam-se à medida que o tempo passa;
– batata, mamão, banana e laranja: retirar toda a casca é uma boa forma de diminuir os agrotóxicos;
– cenoura: limpar a casca com água e uma escova de cerdas macias;
– alface, morango e maçã: mergulhar em bicarbonato de sódio por 30 minutos.
Uma outra alternativa é o consumo de produtos orgânicos, mas eles não dão conta de atender toda a demanda e são acessíveis para poucas pessoas, principalmente pelo alto custo. Portanto, é interessante seguir as dicas anteriores para diminuir a quantidade de agrotóxicos nos alimentos que serão consumidos.
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